Data : 22/08/2017

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Reflexão

Possivelmente, muitas pessoas viram a reportagem em que o Padre Fábio de Melo declarou estar passando pela síndrome do pânico. Algo me chamou a atenção (tirando a força midiática e o poder manipulador e ideológico que possa estar por trás da matéria)! No fundo, ele se fez porta-voz de inúmeros sacerdotes que também enfrentam a depressão e outras angústias. É algo a ser pensado, pois carregamos muitas aflições e cansaços, muitos pesos e perseguições, muitas humilhações e desesperos, muitos desprezos por falar a verdade! Quantas vezes não podemos dizer o que sentimos e o que passamos, pois somos vistos como “máquinas de solução de problemas”. Quantas noites choramos escondidos, porque devemos estar sempre alegres! Quantos momentos gostaríamos de ficar descansado e precisamos estar na luta do dia! Quantas vezes o telefone nos incomoda e engolimos o soluço para atender as preocupações e inquietações dos que nos chamam! Quantas ocasiões, como muitas pessoas, não sabemos como pagar contas paroquiais! Quantas vezes, a refeição (Ou a marnita) esfria para atender uma pessoa. Infelizmente, o contexto social mostra que a vida de um padre não pode ser frágil e nem triste, não se dá o direito de assumir a dor, a tristeza ou as angústias… Quando muitos descansam, passamos noites em claro pensando nas soluções, nos remédios que temos a oferecer, nas atividades a concluir.
Um padre também sofre, também se decepciona, também se sente abandonado, também se sente esquecido, também chora e ri!
Querem que sejamos homens de profunda fé, irreparáveis administradores, eloquentes oradores, arquitetos de catedrais, incansáveis animadores (de diferentes eventos), agentes solucionadores de angústias.
No fundo, com nossos poucos dons, queremos ajudar a proclamar a beleza do evangelho ensinado por Jesus Cristo!
Rezemos pelos padres, pequenos grandes gigantes da fé!!!

Autor: Pe Joacir Soares / Diocese de Formosa