“A família, como vai?”

Restos Mortais de Padre Daniel
agosto 13, 2019
Avisos da Semana
agosto 17, 2019

“A família, como vai?”

“A família, como vai?” 25 anos depois, hino da Campanha da Fraternidade de 1994 ainda é lembrado

A Semana Nacional da Família deste ano celebra o Jubileu de Prata da Campanha da Fraternidade de 1994, cujo lema foi “A família, como vai?”. O hino daquela campanha, que já trazia o lema em seu primeiro verso, ainda hoje é lembrado de Norte a Sul do Brasil. Para quem vê o subsídio Hora da Família e observa a autoria da música, pode não perceber que ali estão nomes conhecidos.
Rafael de Almeida, o autor da letra, João Almeida e Marcial Maçaneiro, os autores da música, participaram do concurso promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em 1993.
“Têm algumas coisas curiosas. Era o meu primeiro ano de padre (1993), quando houve o concurso para a escolha da música do hino. Eu estava no Santuário São Judas e o Marcial passou por lá, éramos colegas de formação”, conta o padre João Carlos Almeida, da congregação do Sagrado Coração de Jesus, popularmente conhecido como padre Joãozinho.
Compositor, cantor, apresentador de TV e escritor, padre Joãozinho revela o quanto a música ainda está na boca do povo Brasil afora. Nas últimas palestras que tem dado, percebe que às primeiras notas o povo já segue cantando.
“Costuma-se dizer que depois que passa a campanha as pessoas se esquecem, mas nas palestras percebo que o hino continua na cabeça das pessoas. Estou muito surpreso com a repercussão”, revela.
Atualidade
Também atual é a pergunta proposta na temática e no hino, ressalta padre Joãozinho. O padre dehoniano recorda que o texto-base daquela Campanha já dava respostas para o questionamento. E agora, a exortação apostólica Amoris Laetitia, do papa Francisco, também dá indicações para a vivência do amor em família.
Alegria dehoniana
Outras partilhas feitas por padre Joãozinho dizem respeito à relação da Campanha da Fraternidade com os dehonianos de Taubaté (SP). Seu parceiro de composição da música do hino, padre Marçal, era seminarista na época do concurso para o hino. Foi ordenado no ano seguinte, em Brusque (SC), e está comemorando, junto com a CF 1994, jubileu de prata. São 25 anos de sacerdócio do padre que projeta para o próximo ano os estudos de pós-doutorado em Teologia. Padre Marçal também atuou na CNBB como assessor na área de Ecumenismo.
Também uma curiosidade marcante para o padre Joãozinho é que ele participou da gravação da música escolhida como “hino popular” da CF 1994: Oração pela Família, de seu confrade de congregação padre Zezinho, também animou as comunidades naquela campanha. Nas missas, o canto de entrada era o hino e o final, a Oração pela Família.

Confissão

O autor da letra do hino, o senhor Rafael Gomes de Almeida, revelou que fez uma confissão nos versos escritos e a CNBB os passou para a forma de meditação, mudando a pontuação das frases para o sinal de interrogação. “Foi fenomenal, uma mudança muito inteligente da comissão de liturgia da CNBB”, avalia, considerando o caráter mais universal da Campanha em relação à questão íntima colocada no papel.
Rafael de Almeida ainda conta que separou suas reflexões nos momentos de confissão, no qual mostra uma família mesquinha, e de busca por absolvição, apontando para a família humilde que gostaria de ser, uma família “realmente cristã”.
A FAMÍLIA, COMO VAI?
Letra: Rafael Almeida
Música: Pe. Joãozinho, scj e Pe. Marcial Maçaneiro, scj
A família como vai? Meu irmão venha e responda! Quem pergunta é o Pai, a verdade não esconda.
1. Vem a Igreja, reza e pede o amor que sempre mede, quando é hora de doar?
Sufocando o seu desejo, vai vivendo no varejo, não é templo, nem altar?
Vai levando a vida em curso, pregadora de discurso, sem combate à opressão?
Nada falta tem de tudo, tem até coração mudo e jamais reparti o pão?
2. Num viver de alegria, dia e noite, noite e dia, num atendo agradecer.
Com o pouco que se tem, se trabalha para o bem sem deixar ninguém sofrer.
Coração que se faz templo, modelando o bom exemplo de amor puro e profundo.
Abram templo e coração para que na comunhão, se devolva a paz do mundo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *