Data : 26/08/2017

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21º Domingo do Tempo Comum

Vou iniciar minha reflexão com a última frase do salmo responsorial para que a obra divina não fique inacabada em nossa comunidade. Essa frase é importante porque os bispos do Brasil pedem que reflitamos, nessa semana, sobre vocações ministeriais e os serviços prestados nas comunidades. Ministérios e serviços são atividades que as pessoas realizam na comunidade: catequese, levar comunhão aos doentes, trabalhar em pastorais… Vamos considerar duas coisas. A primeira, que os ministérios e os serviços prestados nas comunidades são considerados vocações, quer dizer, entram no contexto do chamado divino. A segunda é compreender como esse chamado acontece. O que faz uma pessoa dedicar-se aos enfermos da comunidade? O que leva alguém dedicar-se ao dízimo da comunidade? O que faz alguém dedicar-se à formação de crianças, jovens e adultos na comunidade? O que leva alguém a trabalhar na comunidade sem nenhum tipo de remuneração? Nós não pagamos ninguém para trabalhar na comunidade e nem cobramos de ninguém para receber nossos serviços.

Para entender as vocações ministeriais e os serviços na comunidade retornamos ao salmo responsorial: para que a obra de Deus não fique inacabada em nossa comunidade. Qual é a obra de Deus? A resposta é simples: a obra de Deus é que a vida seja plena para todos nós. É para isso que Jesus veio ao mundo, para trazer a plenitude da vida. Esse foi o serviço de Jesus: colocar-se ao lado da vida humana e fazer-se defensor da vida contra todos os perigos que a possam ameaçar. Volto a repetir, nós não trabalhamos na comunidade por causa de dinheiro, para aumentar o dízimo ou coisas semelhantes; nosso objetivo é não deixar a obra divina inacabada entre nós. Não somos uma empresa para comprar bens ou prometer sucesso empresarial em nome de Deus; nossa proposta é outra: continuar a obra divina em nossa comunidade que tem a ver com a valorização da vida. Esse foi o serviço de Jesus entre nós, diz São Paulo, na 2ª leitura. E tudo isso ele realizou gratuitamente, em espírito de serviço, sem exigir retribuição, lembra Paulo, na 2ª leitura.

Os ministérios, na Igreja e, para nós, aqui na comunidade, têm a finalidade de dar continuidade à obra divina. Ou seja, não queremos que a obra divina fique inacabada entre nós. Aqui está um primeiro chamado. Quem entende os ministérios e os serviços comunitários, nessa dimensão, sabe perfeitamente que não pode misturar segundas intenções nessa atividade, como por exemplo, querer trabalhar na comunidade com interesses financeiros ou por interesses eleitoreiros. Isso faz compreender que assumir um ministério ou serviço na comunidade é resposta de quem considera que vale a pena dedicar tempo para Deus, através de atividades concretas, na comunidade. Um segundo fator da origem dos ministérios e serviços na comunidade vem do conhecimento de Jesus. Ouvimos no Evangelho que Pedro conhecia Jesus e, por isso, recebeu um ministério e um serviço: ser pedra na construção da Igreja. O conhecimento de Jesus e do Evangelho são dois fatores vocacionais, dois chamados para assumir um serviço ou um ministério na comunidade.

Para quem ainda não sabia porque temos pastorais e outros serviços na comunidade, espero que tenha ficado claro: nossas atividades são para que a obra divina não fique inacabada entre nós. Nossa comunidade é como um canteiro de obras, no qual estamos sempre construindo e trabalhando em vista do bem de todos. Nesse trabalho a gente não trabalha só para a gente ou para a “minha” família, mas para o bem do outro e de todas famílias da comunidade. Nossos canteiros de obras se chamam: Catequese, Pastoral da Saúde, Pastoral da Criança, Pastoral da Sobriedade …. {citar as pastorais da comunidade}. Nós também temos serviços que envolvem atendimento psicológico, atendimento jurídico, atendimento odontológico, atendimento aos pobres (sopão); temos o serviço financeiro jurídico da comunidade… {citar outros serviços que existem na comunidade}. Nada disso é pago e tem como finalidade não deixar que a obra de Deus fique inacabada entre nós, quer dizer, não permitir que a vida seja desconsiderada e maltratada. Se você quiser se engajar nesse trabalho, seja bem-vindo, mas venha com muita disposição e com muito amor no coração, porque trabalho não falta. Amém!